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Sara Miranda

Uma paixão – um abandono forçado?

  • Nome: Sara de Oliveira Franco Miranda
  • Local e data de nascimento: Lisboa 1973
  • Profissão do pai: gestor de empresas; Profissão da mãe: reformada
  • Estado civil: casada
  • Habilitações académicas: Licenciatura em Ciências da Comunicação (U.Nova de Lisboa
  • Data de inicio da profissão: 1994
  • Órgãos de comunicação social em que trabalhou: Público, RTP1, RTP2, RTP/África e RTP/Internacional).
  • Estatuto profissional: Directora-geral de consultoria em criação e gestão de Marcas.
  • Prémios: Prémio de Ensaio (Clube Português de Imprensa) ; Prémio Jornalismo e Democracia: Sobre o Mito do Quarto Poder». Prémio do International Broadcasting Trust (1998)

Tudo parecia ir muito bem. Ao fim de alguns anos de trabalho em redacções de segunda linha Sara Miranda tinha chegado à redacção do Telejornal. É uma jornalista que cresce e se forma com a liberdade de expressão (nasce em 1973). Fora recrutada directamente na Universidade para trabalhar na Gulbenkian e é daí que passa para a RTP. Pouco tempo depois sai. Porquê? Em rigor ficamos sem saber. Depois da entrevista fico com a sensação que a Sara não conta tudo. Dá respostas mas provavelmente não responde às perguntas. É nítida a contradição entre o entusiasmo e a paixão declarada pelo jornalismo, ao ponto de ter optado por continuar na área da comunicação, e a forma como explica o abandono. Se estivéssemos perante um caso de interesse público e não pessoal talvez a explicação pudesse ser encontrada na agenda e distribuição de tarefas do telejornal, nos meses que antecederam a saída do jornalismo. Talvez ela tenha sido simplesmente arrumada a um canto, apesar de ser uma jornalista preparada e inteligente. Talvez.
Cesário Borga