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José Silva Pires

O jornalista é paradoxalmente menos relevante

  • Nome: José António Mira da Silva Pires
  • Idade: 53 anos
  • Sexo: Masculino
  • Habilitações académicas: 7º ano incompleto
  • Órgão de comunicação social em que trabalha: Diário de Notícias/Global Noticias
  • Órgãos de comunicação social em que trabalhou: Auto Sport, Revista do ACP
  • Data em que se iniciou na profissão: 1971
  • Estatuto profissional: Responsável pelas publicações especiais da Global Notícias
  • Profissão dos pais: Pai - Jornalista, Mãe - Doméstica
  • Data da entrevista: Setembro de 2006
Conhecemos-nos há muito e trabalhámos juntos num jornal que já viveu melhores dias. Como jornalista é um operacional,  filho de outro jornalista, Fernando Pires, que fez da devoção ao seu jornal a sua segunda casa, se não mesmo a primeira. O José António cresceu na redacção e aí ganhou a gosto pela escrita e pela profissão de repórter, o título que lhe assenta melhor. Mas sempre teve uma outra paixão – os automóveis. Aprendeu a conhecer-lhes os segredos e tornou-se um crítico respeitado num meio que é restrito.

Encontrámos-nos num dia de Verão quente num almoço informal de reencontro. Foi uma conversa amena, sujeita  a guião, com várias memórias que não vinham ao caso. Pareceu-me mais céptico do que esperava, ele que me habituou a um irreprimível optimismo. Está mais descrente no jornalismo que hoje se pratica. A sua lógica convivia com um tempo em que as redacções fervilhavam de idealismo e de um romantismo boémio. Durante o nosso encontro, chegou a falar de “sacerdócio”. É desse modelo de jornalismo que manifestamente está saudoso.


Diniz de Abreu