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Baptista-Bastos

Um murro nos queixos

  • Nome: Armando Baptista-Bastos
  • Ano de nascimento:1934
  • Naturalidade: Lisboa
  • Data em que iniciou a profissão: 1952
  • Habilitações académicas: Escola de Artes Decorativas António ArroyoLiceu Charles Lepierre (incompleto)
  • Órgão de comunicação social em que trabalha: Diario de Noticias e Jornal do Comércio (freelance)
  • Órgãos de comunicação social em que trabalhou: Revista de cinema O Cartaz; Magazine semanal O Século Ilustrado ; Jornais O Século , República,Diário Popular , Europeu, O Diário e o semanário O Ponto; Revistas Seara Nova, Época e Sábado ; TelevisõesRTP e SIC.
  • Estatuto profissional actual: Freelance / Escritor
  • Profissão dos Pais: Pai: tipógrafo; Mãe: dona de casa
  • Romances publicados : O Secreto Adeus (1963) “O Passo da Serpente (1965), Cão Velho Entre Flores (1965), Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura (1981) Elegia para Um Caixão Vazio (1984) A Colina de Cristal (1987) Um Homem Parado no Inverno (1991), O Cavalo a Tinta-da-China (1995) No Interior da Tua Ausência (2002, prémio da Crítica da Associação Internacional de Críticos Literários), As Bicicletas em Setembro (2007).

Escrevo esta entrada como quem abre uma porta, com a franqueza do gesto que me franqueia passagem para o mundo interior do meu entrevistado. Baptista-Bastos cultiva a sua identidade, gosta de si. Veste uma imagem construída por um passado fogoso, que é redutora da sua forma de ser. Tem fama de  truculento, pelas polémicas que travou, mas isso não passa de um retrato-robô – que ele prefere o confronto às meias-tintas e ama a verdade, a verdade que incarna, mais que a simpatia mediática. Basta uma pergunta que lhe toque as cordas da alma e logo irradia força de viver, o sorriso aberto, o trato afável, a palavra envolvente. “Sou casadíssimo, três filhos, ateu, brigão e sentimental”. Aos 73 anos, continua a ser um jornalista empenhado e um escritor militante. Conhece meio mundo, às vezes parece que abarca o mundo todo, os nomes, os lugares, as culturas.”O Augusto Abelaira dizia que eu tinha lido tudo. Benevolências... tudo não, quase tudo, e ainda me falta ler tudo”.                             

Avelino Rodrigues