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Ângela Antunes

Jornalismo de estagiários

  • Nome: Ângela Antunes Simões
  • Nascimento: Outubro 1976, Lisboa
  • Habilitações académicas: Licenciatura em Ciências da Comunicação (Universidade da Beira Interior, 2002); Cursos no Cenjor: Imprensa, Rádio, Técnicas de Expressão Vocal
  • Situação e estatuto profissional: Desempregada; Jornalista I grupo; CP 6880
  • Órgãos de comunicação social onde trabalhou:Jornal do Fundão, Povo da Beira e revista Presente (Impala)
  • Data em que se iniciou na profissão: 2000
  • Profissão dos pais: Pai – Técnico oficial de contas; Mãe – Mediadora de seguros


Ângela Antunes provém de uma geração na qual muitos jovens optaram pelo curso de Comunicação Social. O resultado é conhecido: milhares de licenciados sem emprego no sector, depois de cumprirem o calvário de sucessivos estágios em redacções; milhões de horas de trabalho gratuito em benefício das empresas.
Essa vasta adesão foi muito intensa durante os anos 90, década de convergência de factores propiciatórios: massificação do ensino superior e implantação das universidades privadas; proliferação dos cursos da área da Comunicação; desenvolvimento da indústria dos media num contexto de crescimento económico.
As motivações subjectivas para uma tão grande adesão permanecem mal estudadas, mas é reconhecida a influência do vedetismo gerado pela privatização da rádio e da televisão. No caso de Ângela Antunes, a motivação pessoal foi um impulso. Que lhe surgiu quando estava a ver televisão. Contudo, diz que nunca pretendeu ser jornalista de televisão. Sempre preferiu a imprensa, coincidente com o seu gosto pela escrita, e mantém uma adiada apetência pela rádio.
Fez o curso na Universidade da Beira Interior e iniciou-se na profissão pelos jornais regionais. Foi uma experiência que procurou e da qual guarda as melhores recordações e, também, as piores. No seu currículo averba também a passagem pela imprensa cor-de-rosa, num grande grupo editorial.
Actualmente trabalha como administrativa e as perspectivas de voltar ao jornalismo são uma incógnita para Ângela Antunes, apesar da sua determinação. A nossa conversa decorreu no Cenjor, onde já frequentou três cursos de formação. Quase a terminar, revela o sonho de dirigir uma publicação própria: «Se conseguisse que Sintra tivesse um jornal digno, satisfazia o meu sonho».

Data da entrevista: Fevereiro 2007

José Luis Fernandes