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Introdução

Tal como consta do projecto aprovado pela FCT, procurou-se com esta investigação, levada a cabo de Outubro de 2005 a Abril de 2008, «aprofundar o conhecimento relativo a um grupo socioprofissional em constante recomposição e de importância decisiva na formação da opinião».

Note-se que os dados disponíveis, até agora, sobre a profissão de jornalista, resultavam de inquéritos à classe realizados sob a égide do Sindicato de Jornalistas, em 1987 e em 1997 . Desde então para cá, muitas e muito profundas foram as transformações operadas no campo dos media em Portugal. Por outro lado, e contrariamente aos estudos anteriores, não se recorreu, desta vez, a uma sondagem. A metodologia adoptada abrangeu, com efeito, o universo total dos jornalistas.

A investigação visou, também, estreitar relações entre a Universidade e o meio, assim como introduzir novos métodos de trabalho, sobretudo no que respeita à preparação de Dissertações de Mestrado e Doutoramento. Assim, e para além de jovens investigadores expressamente convidados a participar no projecto – Sara Meireles, Pedro Sousa, Vanda Ferreira e Isabela Salim (estas últimas como bolseiras) – integraram também o grupo sete jornalistas que aliam competências profissionais amplamente reconhecidas a competências académicas adquiridas no ISCTE: Adelino Gomes, Alexandre Manuel, Avelino Rodrigues, Diana Andringa e Dinis de Abreu, doutorandos em Sociologia (área de Comunicação e Cultura); Cesário Borga que, entretanto, concluiu o Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação; José Luís Fernandes, à época, vice-presidente do Sindicato de Jornalistas, titular de uma pós-graduação em Jornalismo e, actualmente, a frequentar o Mestrado anteriormente referido.

A maior parte dos projectos de Dissertação foram recortados no tema da investigação pelo que mestrandos e doutorandos puderam aliar investimento pessoal e reflexão colectiva, com as evidentes vantagens daí decorrentes.

O grupo de investigação contou com o empenhamento de José Luís Garcia, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa – ICS que coordenara o estudo anterior sobre o mesmo tema e de Rui Brites, professor do ISCTE, especialista em metodologias aplicadas às ciências sociais .