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Inovação; liberdade de expressão; política, jornalismo; deontologia.

Joaquim Vieira

Por: Cesário Borga

A Geração do Pós-25 de Abril

  • Nome: Joaquim Manuel Prudêncio Vieira
  • Local e data de nascimento: Leiria, 1951
  • Profissão do pai: comerciante
  • Profissão da mãe: comerciante
  • Estado civil: solteiro
  • Habilitações académicas: freq. 3ºano de Engenharia de Máquinas (IST)
  • Data de início da profissão: 1974
  • Órgãos de comunicação social em que trabalhou: RTP (1974-1980,Telejornal e Informação/2)  e (1996-1998, Director-Adjunto de Programas); Expresso (1989-1993 Director-Adjunto) ; Visão (1995);  revista Grande Reportagem (Director, 2004-2005), Público (Provedor dos Leitores, 2008-2009).
  • Estatuto profissional: Produtor-realizador de documentários e ensaista.
  • Livros: Portugal Século XX–crónica em imagens (1999-2000) ; Fotobiografia de Salazar (2001); Fotobiografia de Almada Negreiros (2001) ;Fotobiografia de Marcelo Caetano (2002); Fotobiografia de Joshua Benoliel (2009); Jornalismo Contemporâneo- os Media entre a era Gutemberg e o Paradigma Digital (2007), Mataram o Rei - o Regicídio Visto pela Imprensa (2007); Mocidade Portuguesa – Homens para um Estado Novo (2008).
  • Prémios: Prémio de Jornalismo,1995 (Fundação Luso-Americana para o Desenvolviment); Prémio Fernando Pessoa de Jornalismo,1994; Prémio Gazeta de Reportagem,1988 (Clube de Jornalistas); Prémio de Reportagem,1988 (Clube Português de Imprensa; Prémio de Reportagem Norberto Lopes,1987(Casa da Imprensa).
Joaquim Vieira chegou ao jornalismo com o 25 de Abril de 1974. Durante o salazarismo sentiu o lado mais amargo da repressão (esteve preso um ano) mas não a humilhação do lápis azul da censura. O novo poder instalado pela revolução dos cravos enviou-o para Paris estudar Jornalismo. Preferia a imprensa, mas começou pela televisão e, mesmo assim, chegou ao jornalismo televisivo para inovar na elaboração das notícias e na construção das reportagens. A Imprensa, aparentemente deixada para trás, ressurge e recruta-o, primeiro como repórter  e depois como director-adjunto do Expresso. A passagem efémera pela direcção de programas da RTP parecia colocá-lo fora de jogo por muito tempo, mas ei-lo que surge qual corredor de maratonas, como produtor e realizador de documentários, autor de livros e, mais recentemente, provedor do Público. Afinal o jornalista de sempre, comprometido com a investigação e a reportagem.